sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Maria

Na estrada empoeirada e sombria,
Partia o monstro, em forma esguia
Em seu ventre levava Maria,
Cuja falta, já eu sentia.

Do confronto ela fugia
Amedrontada, de medo tremia.
Levava o monstro, tudo o que eu mais queria:
Minha querida e linda Maria...

As balas rugiam lá ao alto!
E o monstro rolava no asfalto,
Galopava corria fugia...
Abandonava meu triste planalto.

E eu fiquei a combater,
Sem nada mais a temer;
Quando de frio tremia,
Pensava em minha querida, e linda Maria!

pax animae

A Lei do Escuta





A honra do Escuta inspira confiança.



O Escuta é leal.



O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção.



O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas.



O Escuta é delicado e respeitador.



O Escuta protege as plantas e os animais.



O Escuta é obediente.



O Escuta tem sempre boa disposição de espírito.



O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio.



O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções.

terça-feira, 22 de abril de 2008

O que sucedeu?...

O que sucedeu,

Quando o mundo

A magia perdeu,

E a Terra sobreviveu?

Quem ganhou?

Quem perdeu?

Quem perdoou?

Quem sofreu?

Quem premiou o amor?

Quem deu de cor?

Quem premiou a cor?

E deu o seu melhor?

Quem matou?

Quem condenou?

Quem assassinou o seu réu?

Quem amargurou,

Assustou,

Branco!, quem rompeu o seu véu?

As regras?

Quem ditou?

A sociedade?

Quem (in)formou?

A escola,

O liceu,

Está para quem aprendeu.

E para quem vai aprender,

Para quem viveu,

E para quem viver,

Para quem morreu,

Para quem morrer…

Mas e quem morre?

E quem vive e quem aprende?

E quem não está, mas é?

E se o amanhã,

Fosse aqui ao lado,

E o espaço não existisse?

E se a verdade,

Fosse muitas?

Se a verdade

Fosse uma?

Fossem duas?

Fossem três?

Vês! E aquilo que é,

Não é o que vês.

A magia está no centro.

O Amor é o centro.

E eu que estou dentro,

Vejo de fora

E não entro.

O mundo virou escola,

A escola virou vida,

A vida virou mundo,

E a vida ficou perdida.

Procuro onde não estou,

O caminho por onde vou.

Na verdade eu sei,

O que já esqueci.

Na Verdade,

Busco o que já conheci.

Acordo,

E sei que estou a sonhar.


Enoah Rea

quinta-feira, 17 de abril de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

flor


quarta-feira, 26 de março de 2008

ANJO

Algo insinuante,
Um pouco interrogativo,
É esse o olhar
Que me tem cativo.
Ao primeiro vislumbre,
Do alto daquele cume
(na noite fria, ao relento)
Solto o meu queixume,
Um grito sem alento.
É a fórmula perfeita,
A beleza à espreita,
A inteligência que se ajeita,
E uma interrogação
Que se me é feita:
Serei eu merecedor
De tal esplendor?
As rimas que aqui deixo,
Não têm tino nem relevo,
Mas ser poeta não desejo,
Apenas sinto o que escrevo.
Por isso perdoa,
Se não bem te descrevo,
Mas nem que a alma doa,
Direi sempre com ensejo,
Apenas como te vejo:
És tu, unicamente,
O meu Anjo

Pax Animae

segunda-feira, 24 de março de 2008

"O guerreiro da luz...

... consegue sempre equilibrar rigor e mesericórdia.
Para alcançar o seu sonho, necessita de uma vontade firme, e de uma imensa capacidade de entrega: ainda que tenha um objectivo, nem sempre o caminho para realizá-lo é aquele que se imagina.
Por isso, o guerreiro usa a disciplina e a compaixão. Deus jamais abandona os seus filhos - mas os Seus desígnios são insondáveis, e Ele constrói o caminho com os nossos passos.
Usando a disciplina e a entrega, o guerreiro entusiasma-se. A rotina nunca pode dirigir os movimentos importantes."

in "Manual do Guerreiro da Luz" Paulo Coelho - editora Planeta

sábado, 22 de março de 2008

Acção de Graças:

"Proclamai com alegria às Nações do mundo inteiro:
O Senhor salvou o Seu Povo, Aleluia!"

quinta-feira, 20 de março de 2008

Evolução Espiritual

Evolução espiritual,
Um caminho ritual
Que por uma estrada paranormal,
Que percorremos entre a vida,
Com um bilhete de ida.

É uma corrida
Sem tempo
Nem partida.
Uma vezes a fundo,
Outras folgada.
Ora damos tudo,
Ora damos nada.

Barreiras na minha frente
Aprimoram-me a mente,
Revolvem-me o coração
Fervilham a quente.
Não fica indiferente a razão,
Também ela, pede satisfação
Pela sua condição.

Somos tudo,
E somos nada.
Na grandeza de Deus,
Nossa pequenhês
É desmascarada.

Na sua magnificiência
Deixa-nos a estrada,
Com disciplicência
Bem sinalizada.

Assim sabemos:
A vida por Ele amada,
É uma jornada por nós traçada.


pax animae

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Espada


A Nossa Experiência na Terra


A nossa experiência na Terra compele-nos a viver. Não apenas a ocupar o dia a dia, com isso justificando a nossa existência, mas procurando em Deus o seu verdadeiro significado.
Os ensinamentos de Jesus são um inestimável tesouro, no que toca a essa busca. Mas o Senhor é sábio, e deu-nos ainda outras fontes. Como diria Jesus “Quem tiver olhos para ver, veja!”
Então vejamos: as obras da criação estão permanentemente à nossa volta, as coincidências acontecem, as sensações inexplicáveis sucedem-se, e, quando estamos atentos, a vida mostra-nos os seus sinais, para que saibamos para onde ir.
Cabe-nos então estar atentos, viver na fé. Mas o que é isso de viver na fé? Não é a fé acreditar em algo, que se sabe existir, sem que nada de tangível o prove? É pois. E é mais do que isso. Fé é amor, fé é paz. Paz e amor são dons de Deus. Viver na fé, é então viver na paz e amor de Deus, qualquer que seja o nome que um Lhe dê.
Como encontrar essa fé? Como saber no que acreditar? O nosso coração mesmo nos indica. A igreja presenteia-nos com os evangelhos, que ao longo de dois mil anos preservaram a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo; enquanto Paulo Coelho nos fala em sinais que nos levam a percorrer léguas de aventuras, para descobrir um tesouro enterrado no nosso quintal. Ambos nos falam do mesmo, ainda que de formas distintas. O tesouro que está enterrado no nosso quintal, é o Reino anunciado por Jesus, no nosso coração. Não apenas em Paulo Coelho, ou outros escritores, se encontram os sinais de Deus, que nos levam a encontrar a fé. À nossa volta, em todo o ambiente que nos envolve, encontraremos esses sinais. A fé descobre-se, quando é procurada.
Em nós sabemos que há uma paz, um amor maior, que ansiamos por descobrir. Talvez seja por isso que a humanidade é na sua generalidade, confusa e frustrada. Sentir o potêncial de tão grande amor dentro de nós, e não conseguir extraí-lo, moldá-lo, sentí-lo em pleno, dá-nos uma constante sensação de estarmos incompletos.
É essa “incompletitude” que leva à frustração de uns, e à busca de outros. Uns buscam no dinheiro, outros no poder, uns na euforia, outros na paz da meditação; para uns o auje dos sentidos, para outros o nada. Os frustrados, esses, desistem e limitam-se a completar a existência terrena, ocupando o tempo, estando, mas não sendo. Assim se justifica, atravéz destas buscas desordenadas, a nossa experiência na Terra, aparentemente caótica.
Afinal, somos por vezes tão duros conosco, e na maior parte do tempo, não somos senão ovelhas perdidas, tentando encotrar o seu rebanho, onde tudo faz sentido. O Pastor, (Deus), guia, e os seus anjos cuidam.
Ao viver na fé, encontrar-nos-emos a viver esse amor tão grande dentro de nós, estaremos no Reino do Senhor. Realizar-nos-emos na fé, e estaremos então, completos.
Pax Animae