O final dos tempos, (ou o dia do julgamento, como também é conhecido), tem sido maioritáriamente interpretado como um momento que acontecerá num ponto específico da linha temporal. Poderá ser já amanhã, daqui a alguns séculos, ou mesmo milénios, mas será sempre um acontecimento futuro.
Futuro, porque ainda não aconteceu, nem tão pouco está a acontecer neste momento (pelo menos não o fim dos tempos preconizado na Bíblia); e também porque tomamos o tempo, tal como o espaço, como uma dimensão concreta. Um milímetro é e será sempre um milímetro, tem e terá sempre a mesma distância; um segundo é e será sempre um segundo, tem e terá sempre o mesmo tempo, ou a mesma duração.
Suponhamos estar correcta esta interpretação das dimensões espaço tempo. Somos levados a crer, segundo a Bíblia, que o espírito daquele que morre fica adormecido, ou inconsciente, até ao dia da ressurreição, ou até ao final dos tempos. Está pois inactivo durante esse tempo.
Existem, no entanto, vastíssimos registos de contactos realizados com pessoas que, tendo um dia sido vivas na Terra, enquadradas nas nossas quatro dimensões, não o eram ao momento do referido contacto. Ou melhor, não na nossa concepção quadridimensional e material.
Foram então contactos realizados com pessoas, ou espíritos de pessoas, que sim, morreram, mas não se encontram no estado inactivo de espera.
Estes dois eventos parecem contradizer-se, levando-nos a duvidar da veracidade de um dos dois. No entanto, se levarmos em linha de conta dois factores, há uma possibilidade de compatibilidade entre ambos.
Por um lado sabemos que o Apocalipse é uma interpretação de S. João, portanto, uma interpretação humana, segundo o seu juízo, das imagens que lhe foram dadas a ver. Há ainda que levar em linha de conta a poetização e os sentidos figurados do texto, algo comum ao longo dos livros da Bíblia.
Por outro lado, temos as descobertas feitas no campo da física, nomedamente por A. Einstein, com a Teoria da Relatividade . Esta teoria diz-nos que o espaço e o tempo são “duas faces da mesma moeda”, e que são dimensões relativas e não concretas, afectas a questões como a velocidade e a gravidade.Assim sendo, um mesmo evento, percebido de pontos diferentes e em situação diversa, pode ter uma duração de segundos, anos ou milénios.
Numa visão religiosa, cremos que Deus não está sujeito às limitações do tempo, e que se dispõe atravéz deste de um modo que nos é impossível. Cristo, ao ser crucificado, expiou os pecados da humanidade. Não os pecados cometidos até então, mas os pecados cometidos pelo homem ao longo de todos os tempos da sua existência. Passado, então presente e futuro.
Perante esta possibilidade de se dispôr do tempo como uma dimensão mais espacial do que temporal própriamente dita, poderiamos aventar uma hipótese na qual o fim dos tempos acontece de facto, numa base regular, de cada vez que um espírito, uma vez abandonando o seu corpo carnal, se encontra em condições para entrar no Reino de Deus.
Assim, mesmo aqueles que morreram com uma diferença de anos a separá-los, podem ser recebidos ao mesmo tempo por Jesus, ainda que tal aconteça logo após a morte do corpo físico. Podem assim ter renascido, e contactado a partir do seu novo mundo com aqueles que deixaram para trás, sem que hajam grandes contradições entre o que diz a Bíblia, e a experiência vivida na Terra.
NOTA: O presente trabalho não pretende ser factual, apenas, e como indica o título, uma consideração. Está por isso aberto a ideias que o completem ou contradigam, de modo a que possa ser enriquecido ou descartado.
O Autor
Futuro, porque ainda não aconteceu, nem tão pouco está a acontecer neste momento (pelo menos não o fim dos tempos preconizado na Bíblia); e também porque tomamos o tempo, tal como o espaço, como uma dimensão concreta. Um milímetro é e será sempre um milímetro, tem e terá sempre a mesma distância; um segundo é e será sempre um segundo, tem e terá sempre o mesmo tempo, ou a mesma duração.
Suponhamos estar correcta esta interpretação das dimensões espaço tempo. Somos levados a crer, segundo a Bíblia, que o espírito daquele que morre fica adormecido, ou inconsciente, até ao dia da ressurreição, ou até ao final dos tempos. Está pois inactivo durante esse tempo.
Existem, no entanto, vastíssimos registos de contactos realizados com pessoas que, tendo um dia sido vivas na Terra, enquadradas nas nossas quatro dimensões, não o eram ao momento do referido contacto. Ou melhor, não na nossa concepção quadridimensional e material.
Foram então contactos realizados com pessoas, ou espíritos de pessoas, que sim, morreram, mas não se encontram no estado inactivo de espera.
Estes dois eventos parecem contradizer-se, levando-nos a duvidar da veracidade de um dos dois. No entanto, se levarmos em linha de conta dois factores, há uma possibilidade de compatibilidade entre ambos.
Por um lado sabemos que o Apocalipse é uma interpretação de S. João, portanto, uma interpretação humana, segundo o seu juízo, das imagens que lhe foram dadas a ver. Há ainda que levar em linha de conta a poetização e os sentidos figurados do texto, algo comum ao longo dos livros da Bíblia.
Por outro lado, temos as descobertas feitas no campo da física, nomedamente por A. Einstein, com a Teoria da Relatividade . Esta teoria diz-nos que o espaço e o tempo são “duas faces da mesma moeda”, e que são dimensões relativas e não concretas, afectas a questões como a velocidade e a gravidade.Assim sendo, um mesmo evento, percebido de pontos diferentes e em situação diversa, pode ter uma duração de segundos, anos ou milénios.
Numa visão religiosa, cremos que Deus não está sujeito às limitações do tempo, e que se dispõe atravéz deste de um modo que nos é impossível. Cristo, ao ser crucificado, expiou os pecados da humanidade. Não os pecados cometidos até então, mas os pecados cometidos pelo homem ao longo de todos os tempos da sua existência. Passado, então presente e futuro.
Perante esta possibilidade de se dispôr do tempo como uma dimensão mais espacial do que temporal própriamente dita, poderiamos aventar uma hipótese na qual o fim dos tempos acontece de facto, numa base regular, de cada vez que um espírito, uma vez abandonando o seu corpo carnal, se encontra em condições para entrar no Reino de Deus.
Assim, mesmo aqueles que morreram com uma diferença de anos a separá-los, podem ser recebidos ao mesmo tempo por Jesus, ainda que tal aconteça logo após a morte do corpo físico. Podem assim ter renascido, e contactado a partir do seu novo mundo com aqueles que deixaram para trás, sem que hajam grandes contradições entre o que diz a Bíblia, e a experiência vivida na Terra.
NOTA: O presente trabalho não pretende ser factual, apenas, e como indica o título, uma consideração. Está por isso aberto a ideias que o completem ou contradigam, de modo a que possa ser enriquecido ou descartado.
O Autor