A catequese começou por ser, para mim, uma formação, tornando-se, ao longo do tempo, uma experiência e uma caminhada espiritual.
Se esperava crescer intelectualmente durante o catecumenato, nunca esperei viver de uma forma tão intensa o chamamento da Luz.
Mas para vos falar da minha experiência de catecumeno, devo introduzir, de forma resumida, o caminho de vida que aqui me trouxe.
Cresci sem formação religiosa, mas com valores cívicos sólidos. Fazer o bem nunca necessitou de motivo. Havia, no entanto, um vazio na minha alma, que em vão procurava preencher. Acreditava, como acredito, que tudo tem uma explicação, e que a religião não pode nem deve ser usada como um remendo para a ignorância.
Procurava então perceber o meu lugar no mundo, na vida, a minha razão de ser. Algo que, ainda que não de desse uma resposta concreta, me preenchesse o tal vazio na alma.
Comecei esta busca de uma forma gradual, a princípio sem grande comprometimento, mais tarde com profundo empenho. Contactei com diversas ideias, teorias e religiões. Fui separando o trigo do joio, confrontando ensinamentos e exemplos. E foi aqui que a figura de Jesus de Nazaré começou, para mim, a ganhar relevo.
Jesus apresenta-se-me então como mestre que ensina e pratica os seus próprios ensinamentos, dando o exemplo dando-se a si mesmo. Como muitos outros, Jesus apresenta-se poderoso. No entanto, , é no abdicar desse poder que Jesus cresce e se distancia dos muitos outros supostos mestres, deuses, e/ou eminentes figuras.
Ao longo desta caminhada espiritual, aprendi que é necessário sossegar o turbilhão da alma, de modo a poder escutar o que a vida, Deus, nos tem para dizer. Foi assim que um dia ouvi dentro de mim um chamamento. Não para a catequese propriamente dita, mas para apadrinhar uma alma que aprove ao Senhor que viesse a este mundo.
Por imperativos lógicos, e porque não se apadrinha alguém sem uma base e convicção religiosa sólida, respondi a este chamamento, participando de coração aberto na catequese. Quis o Senhor agraciar-me com mestres de uma qualidade e dedicação inexcedíveis, e com um grupo onde reina e cresce a cada encontro o respeito, a amizade e sobretudo, a fé.
Crescer na fé foi, apesar de que talvez fosse previsível que acontecesse, a maior surpresa para mim. Não que vivesse sem fé, mas atravéz da catequese comecei a viver a fé como uma relação íntima. De mim para mim, de mim para Deus, de Deus para mim.
Hoje surpreendo-me a mim próprio em interessantes colóquios com o Senhor , ao longo da jornada diária. A Ele confio os meus medos, as minhas mais íntimas preocupações , mas também as minhas esperanças, e os cuidados com aqueles que mais amo. São por vezes longas conversas onde, ouso dizer, o Senhor me escuta e, se eu tiver o espírito suficientemente aberto, solto e livre de condicionalismos, me responde. Seja, temos que estar em condições de ouvir a Deus, porquanto, assim o creio, Ele sempre nos responde.
Perguntaram-me o que havia mudado na minha vida ao longo deste ano e pouco de catequese. Para além deste crescimento na fé, e desta intimidade com o Senhor, ganhei também, irmãos. Entre alguns, digamos especiais, um há que se destaca .
Jesus. Jesus que já deixou de ser o Mestre distânte e inalcansável, passando a ser como que um irmão mais velho e mais sábio, que tomo por modelo de vida, e a quem (embora fraqueje e fracasse 99% das vezes), procuro imitar.
Com Ele estou a aprender, essêncialmente, dois valores: humildade e caridade. São coisas por vezes difíceis, servir ao outro sem nada esperar em troca, porquanto o ego ainda existe, e espreita aqui e ali, reclamando atenção.
E em vão tentei aplicar estes valores, aderindo ao movimento escutista. Digo em vão, porque recebo tanto, mas tanto mais do que aquilo que dou, que a troca não é de forma alguma, justa.
Mas aqui está a grandeza do Senhor nosso Pai, num ensinamento que apenas se pode aprender, vivendo.
Mas como se não bastasse tanta riqueza, tive também a honra de receber o Santo Sacramento do Matrimónio. Lembro-me que alguém me perguntava nas vésperas do casamento, “Mas vais-te casar pela igreja?”, ao que respondi prontamente: “Claro, de outra forma não fazia sentido!”. Só mesmo com a graça de Deus, graça aliás que agradeço profundamente ao Senhor, porquanto a sinto viva no lar, dia após dia.
Se me é possível viver tudo isto, tal o é porque tive o imenso privilégio de encontrar tão valorosos amigos na caminhada da catequese.
Assim, devo um grande “bem hajam” aos meus catequistas, e aos catecumenos que comigo partilham os trilhos da fé. Aos escuteiros, por me ensinarem como se vive a fé no dia a dia, com amor e alegria. E também a todos quantos tornam possível que a insignificância de alma que sou, possa seguir o chamameno de Deus Vivo, de Deus Pai.
Abençoada pois a Igreja que É, abençoada a Igreja que Somos, abençoado o Pai que nos abençoa e nos dá a Vida.
Se esperava crescer intelectualmente durante o catecumenato, nunca esperei viver de uma forma tão intensa o chamamento da Luz.
Mas para vos falar da minha experiência de catecumeno, devo introduzir, de forma resumida, o caminho de vida que aqui me trouxe.
Cresci sem formação religiosa, mas com valores cívicos sólidos. Fazer o bem nunca necessitou de motivo. Havia, no entanto, um vazio na minha alma, que em vão procurava preencher. Acreditava, como acredito, que tudo tem uma explicação, e que a religião não pode nem deve ser usada como um remendo para a ignorância.
Procurava então perceber o meu lugar no mundo, na vida, a minha razão de ser. Algo que, ainda que não de desse uma resposta concreta, me preenchesse o tal vazio na alma.
Comecei esta busca de uma forma gradual, a princípio sem grande comprometimento, mais tarde com profundo empenho. Contactei com diversas ideias, teorias e religiões. Fui separando o trigo do joio, confrontando ensinamentos e exemplos. E foi aqui que a figura de Jesus de Nazaré começou, para mim, a ganhar relevo.
Jesus apresenta-se-me então como mestre que ensina e pratica os seus próprios ensinamentos, dando o exemplo dando-se a si mesmo. Como muitos outros, Jesus apresenta-se poderoso. No entanto, , é no abdicar desse poder que Jesus cresce e se distancia dos muitos outros supostos mestres, deuses, e/ou eminentes figuras.
Ao longo desta caminhada espiritual, aprendi que é necessário sossegar o turbilhão da alma, de modo a poder escutar o que a vida, Deus, nos tem para dizer. Foi assim que um dia ouvi dentro de mim um chamamento. Não para a catequese propriamente dita, mas para apadrinhar uma alma que aprove ao Senhor que viesse a este mundo.
Por imperativos lógicos, e porque não se apadrinha alguém sem uma base e convicção religiosa sólida, respondi a este chamamento, participando de coração aberto na catequese. Quis o Senhor agraciar-me com mestres de uma qualidade e dedicação inexcedíveis, e com um grupo onde reina e cresce a cada encontro o respeito, a amizade e sobretudo, a fé.
Crescer na fé foi, apesar de que talvez fosse previsível que acontecesse, a maior surpresa para mim. Não que vivesse sem fé, mas atravéz da catequese comecei a viver a fé como uma relação íntima. De mim para mim, de mim para Deus, de Deus para mim.
Hoje surpreendo-me a mim próprio em interessantes colóquios com o Senhor , ao longo da jornada diária. A Ele confio os meus medos, as minhas mais íntimas preocupações , mas também as minhas esperanças, e os cuidados com aqueles que mais amo. São por vezes longas conversas onde, ouso dizer, o Senhor me escuta e, se eu tiver o espírito suficientemente aberto, solto e livre de condicionalismos, me responde. Seja, temos que estar em condições de ouvir a Deus, porquanto, assim o creio, Ele sempre nos responde.
Perguntaram-me o que havia mudado na minha vida ao longo deste ano e pouco de catequese. Para além deste crescimento na fé, e desta intimidade com o Senhor, ganhei também, irmãos. Entre alguns, digamos especiais, um há que se destaca .
Jesus. Jesus que já deixou de ser o Mestre distânte e inalcansável, passando a ser como que um irmão mais velho e mais sábio, que tomo por modelo de vida, e a quem (embora fraqueje e fracasse 99% das vezes), procuro imitar.
Com Ele estou a aprender, essêncialmente, dois valores: humildade e caridade. São coisas por vezes difíceis, servir ao outro sem nada esperar em troca, porquanto o ego ainda existe, e espreita aqui e ali, reclamando atenção.
E em vão tentei aplicar estes valores, aderindo ao movimento escutista. Digo em vão, porque recebo tanto, mas tanto mais do que aquilo que dou, que a troca não é de forma alguma, justa.
Mas aqui está a grandeza do Senhor nosso Pai, num ensinamento que apenas se pode aprender, vivendo.
Mas como se não bastasse tanta riqueza, tive também a honra de receber o Santo Sacramento do Matrimónio. Lembro-me que alguém me perguntava nas vésperas do casamento, “Mas vais-te casar pela igreja?”, ao que respondi prontamente: “Claro, de outra forma não fazia sentido!”. Só mesmo com a graça de Deus, graça aliás que agradeço profundamente ao Senhor, porquanto a sinto viva no lar, dia após dia.
Se me é possível viver tudo isto, tal o é porque tive o imenso privilégio de encontrar tão valorosos amigos na caminhada da catequese.
Assim, devo um grande “bem hajam” aos meus catequistas, e aos catecumenos que comigo partilham os trilhos da fé. Aos escuteiros, por me ensinarem como se vive a fé no dia a dia, com amor e alegria. E também a todos quantos tornam possível que a insignificância de alma que sou, possa seguir o chamameno de Deus Vivo, de Deus Pai.
Abençoada pois a Igreja que É, abençoada a Igreja que Somos, abençoado o Pai que nos abençoa e nos dá a Vida.