A jornada que começo
Em busca daquilo que desconheço
Teve um estranho arranque
Algo desesperante
A luz da lua pouco ilumina
E a esperança
Num ponto baixo culmina
O meu coração quase rebenta
Tão grande é o desejo
Que em nada se contenta
Nada encontra
Na sua busca
E sinto-me abafado
Pela depressão
Do não saber
Em dúvidas pergunto-me
O que devo representar
Pois não sei
Onde, ou como devo estar
Como vencer, como ganhar
Até mesmo amar?
Se nada encontro
Para me poder agarrar
Para poder começar?
O que sinto
Nem a tinta da caneta
Pode aliviar
Afogo e sufoco
E nada vejo
Que sirva de boia
Enfim
Talvez venha a ter a sorte
De poder viver
Aquilo para que nasci
Se é que nasci
Para viver
Março2001